A sua marca está ligada em diversidade?

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Antes das plataformas digitais, a voz da marca era homogênea. Falava-se para o grande público e, consequentemente, toda percepção de valor de marca era pautada dessa forma. Por muito tempo, nesse contexto, pessoas não tinham voz nem espaço para falar sobre diversidade.

Sobretudo com as pessoas se engajando digitalmente, isso mudou. De acordo com dados do Google, buscas sobre diversidade no Brasil cresceram 30% em 2017, em relação ao ano anterior.

A sua marca está ligada nesse discurso? Representatividade é importante até mesmo no branding? Saiba mais a seguir!

Tudo junto e misturado!

Diversidade, como era de se esperar, não tem uma interpretação restrita. A busca pela diversidade ocorre em diversos aspectos, sejam sexuais, sociais, étnicos, e demais outros. A sociedade nunca antes buscou tanto sobre temas como feminismo, racismo e causas LGBTQ quanto atualmente. Desde 2012, o número da busca por temas dessas pautas duplicaram.

Essa busca por conteúdos de diversidade não vem desamparada. Conteúdos sobre homofobia, racismo, LGBTQ e feminismo cresceram 260% em views em apenas 6 meses.

Um destaque dessa agenda, porém, é o crescimento da busca de conteúdos sobre feminismo. As manas já buscam se informar mais sobre empoderamento feminino (4 vezes mais do que em 2012). O tema “machismo” cresceu 163% nos últimos 2 anos. E as buscas por Feminismo Negro cresceram 65% no último ano.

Mas o que tudo isso significa? Que é somente o assunto do momento? De jeito nenhum! A grande verdade é que diversidade sempre foi um tema buscado, defendido e batalhado pelas minorias. Hoje, com a internet, a voz começa a ecoar mais forte. Seja a diversidade sexual como mais buscada em São Paulo, seja o feminismo no Rio de Janeiro ou seja o racismo na Bahia.

Representatividade importa, e sua marca já não fala mais para o mesmo grupo massificado de antes. É o momento de começar a prestar maior atenção na diversidade.

Lacração sem close errado

Claro que, dependendo da trajetória de sua marca, começar a falar sobre diversidade pode parecer uma mensagem totalmente forçada. Seu público não é bobo, e já está ligado em conteúdos dessa pauta muito antes de qualquer campanha sua.

O que é preciso fazer é entender esse público. Fazer um diálogo livre entre as duas partes. Prezar pela igualdade. Não ser o Facebook da Alezzia humilhando feministas para atrair público reacionário no curto prazo, por exemplo, é uma boa dica!

Dados mostram que há público para abraçar marcas que discutam essas pautas. Mais especificamente, 54% dos millenials. Igualdade e diversidade, infelizmente, ainda têm muito para ser discutido plenamente. Ainda há um longo caminho a ser trilhado!

Mas onde entra a marca nisso?

Em tudo! Marcas como O Boticário e Avon, por exemplo, já investiram em campanhas retratando o público gay e, até mesmo, toda uma linha da Avon sendo utilizada pelas mulheres trans.

No YouTube, muitos criadores de conteúdo já têm seu público e espaço. Isso indica que há uma grande busca por parte dos brasileiros em compartilhar conhecimentos e conquistar seu lugar de fala.

Conhecimento é importante. Sua marca estar ligada em diversidade é uma coisa. Forçar uma narrativa quando nada foi construído, por outro lado, é um desrespeito. Ninguém gosta de textão e de comerciais de marcas tentando lacrar do nada! Fique atento e busque trabalhar esse assunto de forma natural para a sua mensagem.

Você conhece algum bom (ou mau!) exemplo de marca que tem utilizado o apelo da diversidade? O que seria uma boa prática para você? Contribua para essa discussão, deixe o seu comentário!

O que é Branding?

 

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