Vídeos: como é o consumo e como o branding pode atuar em cima disso

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Quando o canal MTV nasceu na década de 1980, lá nos Estados Unidos, sua marca no audiovisual foi impactante. Foi praticamente um manifesto de branding da cultura pop da época. Sua primeira transmissão? Video Killed The Radio Star, profetizando que “Os vídeos mataram a estrela do rádio”.

Agora avance para a atualidade. De lá pra cá, tantas mídias se “mataram”, se adaptaram, mas os vídeos ainda são sobreviventes. O consumo de vídeos na internet é cada vez maior.

De acordo com a pesquisa Video Viewers, de 2017, resultado da parceria entre Google e Provoker, 86% dos participantes assistem a vídeos online. Esse percentual não para de crescer, e aumenta ano após ano. Isso nos leva a pensar como estratégias de branding podem atuar em cima disso? Confira alguns insights a seguir!

Como os vídeos do YouTube ‘mataram’ a estrela da televisão

O dado a seguir é óbvio, mas é importante partir dele para que se compreenda as possibilidades do branding. Do público que assiste a vídeos na internet, 99% utiliza o YouTube.

Note que “YouTube” só foi citado agora, mas com certeza a marca esteve em sua memória desde que esse texto começou, não é mesmo? Embora seja quase unanimidade, é o que se espera dessa plataforma. Uma pergunta sincera para todos os pais: se sua televisão não pegasse mais nenhum canal, quanto tempo seu filho demoraria para perceber?

Os dados mais impressionantes, na verdade, são os de crescimento. Entre 2014 e 2017, a escolha pela plataforma do YouTube cresceu 32%. A pesquisa mostra que o número de horas de vídeos online só cresce, enquanto os da televisão permanecem estagnados.

A primeira lição de branding desses dados, na verdade, é um testamento do próprio formato. Se sua marca não fala com seu público em uma plataforma quase unânime como o YouTube, quanto o branding sofre? Fica o alerta! Nessa “guerra de mídias”, é importante que sua marca não seja pega no fogo cruzado!

Isso a Globo não mostra!

Calma, não é nenhum protesto ou acusação de censura política! O segundo insight é sobre o que, literalmente, a Globo não mostra. A pesquisa Video Viewers 2017 aponta que a motivação de 83% das pessoas que veem vídeos pela internet é conteúdo. Os conteúdos que não passam em nenhum canal.

Voltando ao exemplo dos pais, é importante pensar em exclusividade. Pense em todos os vídeos de Galinha Pintadinha ou dos desenhos no Netflix que você teve que assistir. Eles estão na TV? Provavelmente não!

Aliás, mesmo que o conteúdo estivesse na TV, a programação não seria o primeiro lugar a se procurar esse conteúdo! Apenas 19% das pessoas usam a internet como extensão do que viram na televisão.

O comportamento do consumidor de vídeos hoje é muito mais on demand. Gerações que nasceram antes e durante a consolidação da internet estão igualmente desacostumadas a terem de esperar um horário para ver alguma coisa. É muito provável que jovens hoje em dia tenham visto muito mais Faustão no YouTube, com uma churrasqueira pegando fogo, do que no programa dominical!

A atuação do branding em um cenário on demand acaba se ampliando para todo o conteúdo. Por isso, ações que exijam o tempo de seu público para serem apreciadas talvez devam ser repensadas. É melhor para sua marca estar em evidência em um tempo específico ou sempre que o seu público quiser? E quando ela aparece em vídeos?

O smartphone ‘matou’ a estrela do desktop!

A média de horas de televisão ainda é maior do que a de vídeos na internet: 22 horas de televisão para 15 horas de internet.

Só que números maiores de exibição não provam nada. A atenção de boa parte dos brasileiros está no celular, enquanto a televisão fica ligada em segundo plano. Dentre os entrevistados, 86% estão na internet enquanto a TV fica ligada, se entretendo sozinha!

O YouTube permanece campeão de audiência mesmo entre as outras opções da internet. É a plataforma de escolha de 42% entre os conteúdos em vídeo. Aqueles vídeos que seu tio compartilhou no Zap ou no Facebook ainda têm um longo caminho a percorrer! Ainda mais quando a concorrência são canais de YouTube como os do Whindersson Nunes, por exemplo.

O branding de sucesso é resultado de amor e informação

A preferência do YouTube como plataforma de vídeos não vem só da conveniência. O on demand se une a um conteúdo que as pessoas amam (52%) e usam para aprender (65%). Essa relação resulta em uma fidelização muito maior do público com os vídeos.

O branding de sua empresa tem muito a aprender com os dados do consumo de vídeos. Na internet, todos são livres para criar, editar e se comunicar por meio de seu conteúdo.

Para que seu público reconheça sua marca como autêntica, não basta somente estar no YouTube. A marca precisa ter um equilíbrio entre amor, relevância, informação e, claro, a fama! Boa sorte nessa jornada, e que seu branding não seja ‘morto’ pela próxima tendência!

Sua marca já utiliza vídeos para se comunicar e se relacionar com seu público? Seu planejamento de branding já contempla esse recurso? Conte pra gente nos comentários!

O que é Branding?

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